Embora este volante se encontre no mercado há alguns meses, a falta de review em português deixava alguns iniciados na dúvida se o investimento seria viável ou não. Sem mais, vejamos as palavras do especialista.
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Logitech lançou mais um volante no mercado. Desta feita trata-se do G25, o topo de gama da marca e, sem dúvida, um conjunto que marca uma clara diferença para a concorrência. Só mesmo nas marcas especializadas podemos encontrar volante/pedais, que ultrapassem as qualidades do G25. Se considerarmos o preço, então não restam dúvidas que o G25 é imbatível, já que os outros conjuntos não generalistas assumem valores claramente mais elevados.
Entre os restantes fabricantes generalistas de volantes e pedais, o G25 simplesmente não tem concorrência à altura.
Composto por um conjunto de volante, pedais e manete, a impressão inicial, mal sai da caixa, é que de facto estamos perante algo de muito diferente dos tradicionais volantes disponíveis no mercado.
O conjunto de 3 pedais e a manete separada do volante são uma novidade absoluta neste mercado.
A instalação é rápida e processa-se sem qualquer dificuldade. Agrada bastante que todos os fios fiquem colocados por baixo do volante, incluindo todas as entradas, que dão o aspecto mais arrumado à mesa onde fica colocado. A fixação mostra-se fácil de obter e dificilmente veremos o volante a sair do lugar. Lamenta-se, contudo, o comprimento do fio que faz a ligação à corrente que, por ser curto, fico um pouco esticado. Em contrapartida o fio que faz a ligação à manete é suficiente para que, mesmo montado num cockpit, possa a mesma ser colocada em qualquer local sem quaisquer limitações.
Olhando para o material utilizado, nota-se o cuidado colocado pela Logitech na construção do G25.
Começando pelo mais tradicional volante, torna-se evidente que o diâmetro do mesmo é bem maior que qualquer outro existente. A diferença para o Momo Force, por exemplo, é evidente. A construção e apresentação é excelente, com materiais que não fazem recear a durabilidade mesmo numa utilização mais intensiva. Com pega em pele e patilhas em alumínio (que são as que mais utilização irão ter), temos garantias de um excelente toque e grande prazer na sua utilização.
É pena que a espessura do volante tenha evoluído na direcção oposta ao do diâmetro, quando comparado com o Momo Force, por exemplo. Ainda que não seja comprometedora, longe disso, a verdade é que não teria ficado mal se a Logitech tivesse disponibilizado uma pega mais grossa, que faria o volante cair ainda melhor e aumentar mais ainda o prazer na sua utilização.
A precisão e sensibilidade transmitida é excelente e dispondo de até 900º de rotação, temos uma margem enorme de variações ao gosto pessoal de cada um.
Podemos pensar que por permitir a utilização de uma rotação tão grande, teremos que prescindir de rapidez, mas enganam-se. A rapidez do G25 é alucinante, permitindo utilizar 540º de rotação sem as mais pequenas das dificuldades.
O force feedback está em muito bom nível ainda que em termos de tipo de efeitos não se destaque decisivamente do Momo Force, do Driving Force Pro (DFP) ou do Momo Racing. Contudo, o novo sistema de motores traz uma melhor fluidez e maior precisão dos efeitos, que se são notórios assim que se começa a utilizar o G25. A sensação de condução é verdadeiramente ampliada, até porque os efeitos de Force Feedback podem ser elevados a níveis de força absolutamente incríveis. O ruído de utilização foi também drasticamente reduzido, quando comparado com os restantes produtos Logitech e demais volantes existentes no mercado.
Temos agora apenas 2 botões colocados no volante. Á primeira vista tal parecerá insuficiente, mas a experiência, no meu caso, mostra que chegam para as encomendas em 90% do tempo de utilização dos simuladores automóveis existentes.
Os restantes botões foram deslocados para a manete. As funções que são possíveis de dispor são superiores a todos os restantes volantes, fruto do número generoso de botões disponíveis.
A fixação do volante é extremamente fácil de conseguir, utilizando para isso um sistema de 2 parafusos superiores que apertam outros 2 grampos que o fixam de forma irrepreensível. Existe também a possibilidade de aplicar um terceiro parafuso aumentando ainda mais estabilidade da fixação.

O conjunto da manete tem uma particularidade única: é possível ser utilizado em modo sequencial ou na tradicional caixa em H. É muito fácil alternar entre os dois modos. Para tanto basta empurrar a manete para baixo, quando na sua posição central, e rodar o botão que selecciona um ou outro modo.
Mas é na manete que encontramos o ponto mais fraco do conjunto. A Logitech teve uma boa intenção em dotar o sistema de um dois em um, com possibilidade de utilização sequencial ou em H na mesma manete. No entanto da utilização transpira a sensação de pouca durabilidade, ainda mais quando comparada com o excelente volante.
Também a precisão da mesma não é a melhor. No modo sequencial, que porventura poderia ser aquele que menos problemas colocaria, nem sempre as mudanças de velocidade se processam conforme desejado. Os sensores de contacto são impedidos de desempenhar cabalmente a sua função, pois por vezes a manete sai do seu curso normal, muito por culpa precisamente do sistema de alteração entre modos sequencial e em H.
Infelizmente, o modo sequencial, devido à sua falta de precisão, não se torna aconselhável, pois não são raras as vezes que se falham as mudanças, ou estas não chegam a entrar na primeira tentava.
O modo em H, é o que nos transmite o maior gozo e que parece melhor funcionar. Inicialmente obriga a um período de alguma habituação por culpa do reduzido curso existente entre mudanças, mas ultrapassada essa fase, os simuladores ganham nova vida. Utilizar mudanças em H no GT Legends, por exemplo, é absolutamente alucinante. Mas, tal como no modo sequencial, fica a nota que numa futura revisão do G25 pela Logitech, a precisão da manete deve ser o ponto prioritário a ter em atenção.
Quanto aos botões, existem 12, que permitem programar praticamente todas as funções necessárias num simulador de automóveis. A sua utilização também não traz quaisquer problemas, e mesmo o facto de os botões estarem deslocados para fora do volante acaba por não ser tão preocupante como inicialmente faz supor, fazendo esquecer que apenas temos 2 no volante.

Os pedais são, sem dúvida, o ponto forte do G25, melhores ainda que o excelente volante.
Com um conjunto de embraiagem, acelerador e travão é o primeiro e único conjunto da marca que disponibiliza os 3 pedais. O maior curso dos pedais como a acrescida resistência à pressão, transformam por inteiro a experiência de condução. A sensibilidade de travagem e aceleração são elevadas para níveis nunca antes vistos. A robustez, a qualidade e a forma como os pedais se mantêm no sítio, sem fugirem ou deslizarem, enquanto os utilizamos, também concorrem para a sensação que nos é transmitida.
O terceiro pedal, a embraiagem, permite uma profunda imersão em simuladores como o GT Legends ou mods do rFactor, como é o caso do Grand Prix 79. Ainda que estes simuladores não obriguem efectivamente a que se utilize a embraiagem, mesmo quando se opta pelo modo auto-clutch off, a verdade é que o facto de se poder utilizar dá um prazer acrescido. Mas mesmo nestes casos, o pedal de embraiagem é um auxiliar precioso quer no arranque quer para os desatolanços, sendo agora possível controlar a potência nessas ocasiões com a ajuda do terceiro pedal. Ainda assim, já existem jogos, se bem que não verdadeiros simuladores, onde é exigida a utilização da embraiagem para se engrenar as mudanças. O Test Drive Unlimited é um desses casos, onde só utilizando o pedal da embraiagem se consegue fazer com que os carros de mudanças manuais, por regra com caixa em H, evoluam nas diversas relações.
A utilização do G25 irá obrigar a modificar os settings existentes, quer no profile da Wingman, quer nos próprios simuladores, quando comparado com o Momo Force. Também a utilização dos pedais, quer por termos três pedais, quer pela maior pressão a ser exercida, com destaque para o travão, irá exigir um período de readaptação. O certo é que muito rapidamente se começa a tirar todo o partido do conjunto, com uma maior eficácia e uma sensação de maior controlo sobre todas as reacções do carro.
Em conclusão, o G25 é um excelente conjunto, com o volante excelente e uns pedais de sonho. Mesmo a parte mais fraca, a manete, permite momentos de grande gozo quando se utiliza no modo em H. Só peca pela fraca precisão e sensação de pouca durabilidade que nos transmite.
Sem dúvida, um volante a não perder por todos aqueles que queiram tirar pleno partido das potencialidades dos simuladores automóveis e ter pleno acesso às funcionalidades que os mesmos incorporam. E o seu preço é perfeitamente justificável dado tudo o que oferece.
Pontos fortes:- precisão do volante;
- os excelentes pedais;
- fixação fácil e robusta;
Pontos fracos:- falta de precisão da manete;
- espessura do volante
- comprimento do fio de corrente.